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Selecção r e k

Selecção r e k

Um planeta para todos!

As estimativas convergem: nas próximas quatro décadas será necessário pelo menos duplicar a produção de alimentos. Ao mesmo tempo, urge preservar os ecossistemas naturais e a biodiversidade que ainda existem no planeta. Para isso é preciso produzir mais sem aumentar ou mesmo reduzir a superfície terrestre cultivada, ou seja, aumentar o rendimento global da produção agrícola. Se nos países mais desenvolvidos a margem de crescimento do rendimento da produção agrícola é hoje pequena - porque o rendimento já é alto - em zonas menos desenvolvidas, concentradas sobretudo em África, América do Sul, Leste Europeu e Ásia, um investimento sério na formação dos agricultores e no fornecimento de sementes, fertilizantes, pesticidas e infraestruturas adequadas aumentará o rendimento agrícola entre duas a cinco vezes.

Mas não chega aumentar a eficiência na utilização do solo, é necessário utilizar a água e os agroquímicos de forma mais inteligente. Um conjunto emergente de práticas agrícolas, conhecido como agroecologia, combina os saberes das ciências agrárias e florestais, da hidrologia, da ecologia, entre outras, de forma a implementar sistemas de produção agrícola que mimetizam os ecossistemas naturais. Comprovadamente produz-se assim mais alimentos em menos terra e, ao mesmo tempo, preservam-se os ecossistemas, promove-se a biodiversidade e diminui-se as necessidades de água, pesticidas e fertilizantes.

Para dar uma ajuda estão em marcha projectos que visam tornar perenes algumas culturas anuais utilizando técnicas de engenharia genética. Daqui a duas ou três décadas poderemos colher cereais, oleaginosas ou leguminosas (culturas actualmente anuais) como quem colhe maçãs ou azeitonas. Ou seja, a mesma planta permanecerá no campo durante vários anos permitindo colheitas periódicas. O impacto desta tecnologia será enorme já que as plantas perenes são mais resistentes ao clima e às pestes e a sua manutenção requer menos água e energia.

Um mundo de abundância alimentar para todos é possível hoje e será possível no futuro. O cultivo de sementes melhoradas em sistemas agroecológicos, a diminuição do impacto ambiental da produção de proteínas (aquacultura optimizada e cultivo de carne), o desenvolvimento de tecnologias auxiliares (robótica, inteligência artificial, etc.) e a necessária consciencialização social e governamental dos reais impactos e desafios do nosso sistema agroalimentar permitirão proteger o planeta e fornecer alimentos seguros e nutritivos a toda a população humana. 

 

Biodiversidade e funcionamento dos ecossistemas

O termo biodiversidade é hoje em dia amplamente utilizado por cientistas, políticos e opinião pública em geral. Existe a ideia generalizada de que a preservação da diversidade biológica é benéfica para a humanidade. Um dos argumentos mais usados na defesa e preservação da biodiversidade é o argumento utilitário. A variedade de formas de vida é fonte de alimentos ou produtos necessários à sobrevivência da humanidade. O desenvolvimento de vacinas, antibióticos ou outros medicamentos, por exemplo, está dependente da existência de diversidade biológica. E mesmo que actualmente existam recursos biológicos que não tenham uso conhecido, deverão mesmo assim ser preservados como opção para uso futuro. O tratamento para determinada doença incurável hoje em dia, por exemplo, poderá resultar da descoberta de um produto derivado de uma planta que actualmente não tem utilização. Outros argumentos, frequentemente usados para justificar a preservação da diversidade biológica, são de carácter ético e filosófico. Este tipo de argumentação defende que as espécies têm valor intrínseco, apenas pelo facto de existirem, independentemente do uso ou benefícios directos que delas possam derivar. A diversidade biológica é fonte de inspiração artística, cultural ou científica e também por estas razões deverá ser preservada. Há espécies animais ou vegetais que são também escolhidas para símbolos de organizações e países. O peneireiro-cinzento, símbolo da Liga de Protecção da Natureza ou o panda, símbolo do World Fund for Nature por exemplo, são espécies emblemáticas.

Link da notícia completa, Naturlink

Floresta amazônica, berço da maior biodiversidade do mundo; Imagem: Google Imagens

 

Silvicultura da Biodiversidade

Os territórios Continental e Insular de Portugal têm limitações quanto à capacidade de produção rentável de produtos lenhosos porque a superfície disponível para realizar produção de lenho é limitada pela produtividade potencial.

Numa fracção muito significativa do território Português as alternativas produtivas (lenho, cortiça e agro-florestal em geral) são muito limitadas. Contudo, o aumento de valor natural (e a sua rentabilização), é uma opção que existe em praticamente todo o território florestal Português sem limitações.

Existe procura crescente de biodiversidade, apesar dos mercados serem ainda incipientes. A oferta será maior e de mais qualidade nos territórios em que o objectivo do uso da terra e da gestão do ecossistema seja o aumento da abundância e diversidade de espécies e habitats. No caso da floresta, estes são os locais onde se pratica a Silvicultura da Biodiversidade.

Link da notícia completa, Naturlink

 

Açores têm a primeira estação experimental de ecologia do país

A estação, localizada na ilha Terceira, pretende estudar como é que podem ser feitas alterações ambientais, "de forma a melhorar a biodiversidade das áreas agrícolas e eventualmente provocar a renaturalização de áreas que sejam necessárias renaturalizar", disse à Lusa Eduardo Dias, diretor do Gabinete de Ecologia Aplicada e Aplicada (GEVA) da Universidade dos Açores.

Os investigadores procuram ainda descobrir "como é que isso pode ser feito a baixo custo, de forma o mais ecologicamente suportável e utilizando métodos o mais rentáveis possível".

Para Eduardo Dias, esta matéria ganha especial importância em Portugal e noutros países da Europa, com a nova Política Agrícola Comum, porque é preciso "garantir a sustentabilidade dos ecossistemas e a manutenção da biodiversidade".

"Nesta mudança de paradigma em termos do uso do território, em que a agricultura começa a ser mais confinada a áreas com maiores produtividades e há uma tendência de abandono das terras com menos produtividade, faz todo o sentido estudar estes processos", salientou, acrescentando que nalguns casos será possível "devolver" à natureza áreas que tinham anteriormente funções importantes como a retenção da água ou o controlo ambiental.

"São locais nos habitats dos organismos, no meio dos terrenos ou nas florestas, onde de alguma maneira nós conseguimos controlar o que lá se passa em termos das variáveis do ambiente e depois induzimos alterações no meio, o que nos permite estudar a reação dos organismos a essas alterações", explicou o investigador.

 

Noticia completa, http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=788238&tm=8&layout=121&visual=49

Os pesticidas e o seu impacte ambiental

Assinalou-se no passado dia 5 de dezembro, o Dia Mundial do Solo e, em 2015, o Ano Internacional do Solo, declarado pela Assembleia-Geral da ONU, na sua 68ª sessão de 2 de dezembro de 2013.

O solo é um recurso de que dependemos pelas múltiplas funções que desempenha. Nesse sentido, é importante alertar todos os setores de atividade com interferência neste recurso, para a problemática da sua destruição e dificuldade de regeneração.

Em relação à agricultura, atividade fortemente relacionada com o solo que se apresenta como suporte físico e nutricional das plantas e gerador de serviços ambientais, são vários os impactes negativos que impõe sobre a estrutura e composição do solo, em particular na sua componente “viva”. A biodiversidade do solo é essencial para a preservação e sustentabilidade deste recurso e consequentemente um garante da atividade agrícola, que é a base da alimentação humana.

A agricultura dita intensiva de monocultura, com forte uso de fertilizantes e pesticidas e intensas mobilizações com maquinaria pesada, foi e é responsável pela degradação deste recurso que é escasso e há que preservar. As pragas e doenças assumem grande importância em sistemas com baixa diversidade cultural e ausência de rotações. Os agricultores enfrentam dificuldades de produtividade pela destruição das culturas e recorrem, muitas vezes, a tratamentos rotineiros sem prévia avaliação da sua indispensabilidade e risco. As “desinfeções do solo” antes da instalação da cultura são uma rotina que deverá ser monitorizada.

O uso de pesticidas em Portugal e na Europa

Na Europa, a temática para o uso sustentável dos pesticidas estruturou um conjunto de ferramentas jurídicas que de forma hierárquica se sucedem desde a publicação da Diretiva 2009/128/CE de 21 de Outubro, a publicação da Lei 26/2013 de 11 de abril que a transpôs para a ordem jurídica interna, e da aprovação do Plano de Ação Nacional para o Uso Sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos, publicado na Portaria 304/2013, de 16 de Outubro.

A par destes diplomas, também o Regulamento (CE) nº 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de outubro de 2009, relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado e o Regulamento (CE) nº 1185/2009 do Parlamento europeu e do Conselho de 25 de novembro 2009, relativo às estatísticas sobre pesticidas fazem parte testa estratégia para melhoria do uso dos pesticidas.

Neste enquadramento político e legislativo, está definido que a segurança do abastecimento alimentar e a sua compatibilidade com a sustentabilidade ambiental passa, entre outras formas, pela proteção integrada, das culturas usadas em sistemas de produção sustentável, como a agricultura biológica. Há que assegurar todos os seus princípios e componentes, a avaliação prévia dos riscos e a utilização de meios de combate alternativos aos pesticidas, eliminando os que têm efeitos nefastos no ambiente e saúde humana.

Apesar destes esforços, estamos longe de atingir, em Portugal, um cenário favorável. Os responsáveis são, em grande parte, os produtos fitofarmacêuticos disponíveis no mercado e de muito fácil acesso. Por outro lado, existe pouca informação disponível e compreensível, o que também atrasa a influência do efeito dos diplomas atrás referidos na atuação dos agricultores, acrescendo ainda a débil ação dos serviços do Ministério da Agricultura no que respeita a sensibilização e fiscalização. Podemos, sem dúvida, fazer muito mais.

No que respeita ao solo, apesar das medidas de política europeia incentivarem a rotação cultural, a cobertura vegetal, sistemas de mobilização mínima e a não mobilização, nas grandes áreas de culturas hortícolas e hortos industriais o cenário é outro. Os chefes de exploração continuam a optar por realizar as intervenções calendarizadas e rotineiras sem avaliação e ponderação prévia. A alteração deste panorama passará pela retirada do mercado de produtos fitofarmacêuticos ou a redução da sua utilização, apostando numa forte monitorização ao nível da comercialização e uso, bem como no incentivo ao uso de técnicas alternativas com a necessária formação, demonstração e contínuo desenvolvimento experimental.

 

Link, http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/No-Dia-Mundial-do-Solo-Quercus-alerta-para-os-impactes-dos-pesticidas?bl=1

 

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