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Selecção r e k

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Para quando o fim de Almaraz?

Almaraz é uma das cinco centrais nucleares a trabalhar em Espanha e os seus dois reactores têm um potencial eléctrico de 2093 megawatts, cerca de 2% de todo o potencial da rede eléctrica espanhola. Por isso, os defensores do encerramento da central defendem que Almaraz já não é necessária, tendo em conta o gasto efectivo de electricidade de Espanha.

“A partir dos 30 anos de funcionamento, quando se amortizam [os custos] das centrais nucleares, os proprietários destas pagam 1,5 cêntimos por quilowatt por hora produzidos, enquanto vendem-no a 5,5 cêntimos”, lê-se num documento de 2016 sobre Almaraz do Movimento Ibérico Antinuclear (MIA), umas das organizações que apoia a manifestação. “Isto supõe que Almaraz recebe cerca de 161 milhões de euros por ano de lucro líquido. O que explica a resistência de encerrar a central.”

Semanas após o acidente nuclear de Fukushima, um relatório da Greenpeace revelava que Almaraz tinha sido submetida a 4000 modificações desde a sua inauguração em 1981. A central tem reactores de água pressurizada. Por fissão nuclear, o urânio aquece água que por sua vez faz produzir vapor de água num circuito secundário. É neste circuito secundário que o vapor de água acciona turbinas que geram electricidade. Uma das modificações assinaladas pela Greenpeace foi a substituição dos geradores de vapor, devido à corrosão dos tubos.

Apesar de todos os anos a central ter falhas, e por vezes ser obrigada a parar, a maioria não ultrapassa o nível zero na Escala Internacional de Acidentes Nucleares – que vai até sete, o nível mais alto, de acidente grave, somente atribuído aos desastres de Fukushima e de Tchernobil, em 1986, na Ucrânia, então pertencente à União Soviética.

Ainda assim, o El País noticiou em Fevereiro deste ano que inspectores do Conselho de Segurança Nuclear consideravam que não havia “garantias suficientes” de que as bombas de água do sistema de refrigeração dos reactores pudessem trabalhar com normalidade.

Questionou-me eu o que faz esta central nuclear ainda aberta com mais de 30 anos de existência? Completamente obsoleta pondo em causa toda uma região, quando devíamos-nos preocupar em preservar as mais variadas formas de vida (onde nos incluímos), arranjado outras alternativas sustentáveis como as mais variadas formas de energia renovável, em que o risco de exposição e de extinção de espécies são mínimos. À coisas que me fazem uma grande confusão...mas como sempre a vertente financeira, sobrepõe-se a tudo resto. Lamentável!

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