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Selecção r e k

Selecção r e k

Descobertas na Madeira e nos Açores cinco espécies extintas no século XV

Das cinco aves, as espécies mais pequeninas eram a Rallus minutus, da ilha de São Jorge, e que era robusta e tinha as patas pequenas, e a Rallus carvaoensis, da ilha de São Miguel, que tinha as patas maiores e um bico mais curvado. Estas duas espécies já não voavam, tal como a espécie que habitava a ilha da Madeira, a Rallus lowei, relativamente pequena e com um corpo bastante robusto.

É a análise dos ossos que permite inferir se as aves voavam. “O osso esterno das espécies não voadoras tem uma quilha [saliência óssea nas aves em forma de quilha dos navios] muito reduzida. Além disso, os ossos das asas são proporcionalmente mais pequenos do que os do corpo e das patas”, explica o investigador.

Tanto o frango-d’água-do-pico, cujo tamanho se aproximava da espécie do continente, como o do Porto Santo (Rallus adolfocaesaris) ainda retinham alguma capacidade de voar.

As cinco aves viveriam no chão, talvez na floresta de Laurissilva, típica daquelas ilhas, o que as tornou um alvo fácil. “A causa mais provável de extinção é a introdução do rato-preto (Rattus rattus) e do ratinho (Mus musculus) pelos humanos. Estas espécies de aves faziam os ninhos na terra, e os seus ovos e os pintos deviam ser muito vulneráveis [aos mamíferos]”, diz o cientista. Assim que os mamíferos chegaram às ilhas, “a extinção deve ter sido muito rápida, entre alguns anos e algumas décadas”.

Os vestígios mais recentes são da espécie da ilha do Pico, datando de entre 1404 e 1450. “A data mais recente sobrepõe-se com o momento da colonização portuguesa, e mostra que há uma sobreposição temporal entre a espécie e os humanos. Provavelmente, [estes ossos] são muito perto da altura da extinção desta espécie”, lê-se no artigo.

A «planta milagrosa» que terá curado Fidel Castro

Fidel Castro colocou-a em moda em Cuba e assegurou tratar-se do segredo na luta contra a desnutrição e a razão para a sua própria cura. O ex-presidente cubano, de 88 anos, cuja saúde tem vindo a ser apontada como frágil há muitos anos, chamou-a de «árvore milagrosa».
Chegou, inclusive, a anunciar à imprensa nacional cubana que o país iria produzir à grande escala a moringa, conhecida por cá como acácia-branca, «que tem também fontes inesgotáveis de carne, ovo e leite», fazendo uma referência irónica às «dezenas de propriedades medicinais» e nutritivas da planta. Mas a acácia-branca tem, de facto, muitas outras propriedades.

Onde cresce?
É originária do norte da Índia, Etiópia, Filipinas e Sudão, embora esteja presente em vários países tropicais e subtropicais. A planta cultiva-se em África, Ásia tropical, América Latina e Caraíbas, Florida e ilhas do pacífico. A Moringa oleifera, entre as moringas a espécie com maior valor económico, cresce na região dos Himalaias, mas se cultiva extensamente nos trópicos, explica a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, em inglês).
«À medida que se sabe mais sobre os seus múltiplos usos, maior é a importância que teve no desenvolvimento de muitas áreas pobres de países em desenvolvimento», explica John Sutherland, da Universidade de Leicester, Reino Unido.
Em alguns lugares a planta é conhecida como moringueiro e quiabo-de-quina. Em África, também é chamada de «melhor amiga da mãe».
Na América Latina é conhecida principalmente em Cuba, República Dominicana, Paraguai e Argentina.
Usos medicinais
Segundo o Centro de Internacional de Pesquisa Agroflorestal (Icraf, na sigla em inglês), a moringa pode medir até 8 m de altura. Abre-se, em geral, em forma de guarda-chuva e produz flores durante todo o ano. O seu fruto é grande e distinto. Quase todas as partes da planta podem ser utilizadas na medicina.
«O interesse pelas suas propriedades medicinais cresceu, há um grande número de estudos científicos sendo feito (sobre ela)», explica Sutherland.
A FAO diz que as folhas da planta «são ricas em proteínas, vitaminas A, B e C, e minerais, muito recomendados para mulheres grávidas ou em período de amamentação, e ainda para crianças pequenas».
As folhas, com elevado conteúdo de cálcio e ferro, podem substituir os espinafres, acrescenta o Icraf.
Também contêm altas doses de cistina e metionina, aminoácidos que funcionam como antioxidantes naturais para o corpo humano, e são encontrados em alimentos como ovos, carnes, produtos lácteos e cereais integrais.
As vagens jovens da moringa são comestíveis e o seu sabor assemelha-se aos dos aspargos.
As ervilhas verdes podem ser cozidas e, as flores, consumidas em forma de chá, também usado como remédio para gripes.
De acordo com a FAO, os produtos derivados da moringa têm propriedades antibióticas, contra os parasitas tripanossomas e hipotensão.
A planta também cura espasmos, úlceras e inflamações, e tem propriedades para reduzir o colesterol e os açúcares no sangue. As sementes e cascas são utilizadas para tratar problemas circulatórios.
«É uma espécie incrível e tem propriedades multifuncionais», declarou Fernando Arancibia, da Fundação chilena para a Inovação Agrária (FIA).
O saber popular diz que a planta cura e previne até 300 enfermidades, incluindo diabetes, dores de cabeça ou acne, ainda que não existam estudos científicos que demonstrem tais propriedades. Talvez por isso muitos se refiram a ela como «a árvore da vida».
Riscos
No entanto, os especialistas advertem que é preciso ter moderação no consumo da planta, pois entre os seus efeitos secundários estão a perda de sono, excesso de glóbulos vermelhos e acidez.
O médico naturalista Reinaldo Reyes assegurou em entrevista à televisão dominicana que a moringa pode ser perigosa.
«Tem sido utilizada há anos para combater a desnutrição em países pobres. O problema é que agora as pessoas querem usá-la de forma indiscriminada, porque pensam que é inofensiva», diz Reyes.
Já o médico naturalista Arcenio Estévez Medina afirma não ter nada contra o consumo de moringa, mas advertiu que não se deve usá-la indiscriminadamente, assim como nenhuma outra planta. in Diario Digital

A «planta milagrosa» que terá curado Fidel Castro

Portugueses criam detergente ecológico a partir de resíduos

Investigadores portugueses chegaram a uma solução para produzir detergentes amigos do ambiente e menos tóxicos que os derivados do petróleo, a partir de materiais como lenhocelulose e açúcares encontrados no lixo, uma descoberta já patenteada.

As conclusões obtidas "têm essencialmente duas vantagens, uma é a produção destes detergentes a partir de matéria-prima renovável, como resíduos ou lixo, e por outro lado, estas moléculas, sendo produzidas biologicamente, também são menos tóxicas e biodegradáveis", resumiu.
A investigação teve o contributo do programa MIT Portugal, com a participação do doutorado Nuno Faria, de Frederico Ferreira, do Instituto Superior Técnico (IST), e teve financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

 

 

EGF é responsável pela recolha e transporte de resíduos (LUSA)

Tabela periódica tem quatro novos elementos

A sétima linha da tabela periódica que agrupa os elementos químicos em função da sua composição e propriedades está preenchida. A descoberta de quatro novos elementos por cientistas na Rússia, EUA e Japão foi oficialmente confirmada.

Os nomes dos novos elementos, todos eles descobertos no âmbito de experiências científicas, poderão ser inspirados em seres mitológicos, minerais, locais, países ou em nomes de cientistas. In Expresso

 

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