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Selecção r e k

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Projeto pioneiro vai impulsionar fruticultura

A maior parte das árvores de fruto portuguesas são produzidas a partir de plantas importadas. Mas um novo projeto, implantado em Coimbra, promete resolver esta falha da fruticultura nacional, através da aposta na propagação de plantas ‘in vitro’. O projeto da Universidade de Coimbra (UC) , do Laboratório de Biotecnologia Vegetal do Centro de Ecologia Funcional, e da empresa InProPlant (Investigação e Propagação de Plantas) quer resolver a dependência nacional da importação de plantas para viveiro. A UC-InProPlant foi criada em 2012, em Coimbra, e aposta na inovação, investigação e desenvolvimento tecnológico na área da micropropagação de plantas (fruteiras e ornamentais), estando já em curso ensaios de micropropagação de várias espécies fruteiras, nomeadamente: castanheiro, amoreira, tamarilho, oliveira, alfarrobeira, medronheiro e kiwi. O projeto agrícola UC-InProPlant está instalado em terrenos da Universidade de Coimbra, no Polo II, foi oficialmente inaugurado, esta sexta-feira. O espaço é constituído por um laboratório de investigação e propagação de plantas e por estufas para aclimatação e crescimento.
 
Coimbra: Projeto pioneiro vai impulsionar fruticultura

Um planeta para todos!

As estimativas convergem: nas próximas quatro décadas será necessário pelo menos duplicar a produção de alimentos. Ao mesmo tempo, urge preservar os ecossistemas naturais e a biodiversidade que ainda existem no planeta. Para isso é preciso produzir mais sem aumentar ou mesmo reduzir a superfície terrestre cultivada, ou seja, aumentar o rendimento global da produção agrícola. Se nos países mais desenvolvidos a margem de crescimento do rendimento da produção agrícola é hoje pequena - porque o rendimento já é alto - em zonas menos desenvolvidas, concentradas sobretudo em África, América do Sul, Leste Europeu e Ásia, um investimento sério na formação dos agricultores e no fornecimento de sementes, fertilizantes, pesticidas e infraestruturas adequadas aumentará o rendimento agrícola entre duas a cinco vezes.

Mas não chega aumentar a eficiência na utilização do solo, é necessário utilizar a água e os agroquímicos de forma mais inteligente. Um conjunto emergente de práticas agrícolas, conhecido como agroecologia, combina os saberes das ciências agrárias e florestais, da hidrologia, da ecologia, entre outras, de forma a implementar sistemas de produção agrícola que mimetizam os ecossistemas naturais. Comprovadamente produz-se assim mais alimentos em menos terra e, ao mesmo tempo, preservam-se os ecossistemas, promove-se a biodiversidade e diminui-se as necessidades de água, pesticidas e fertilizantes.

Para dar uma ajuda estão em marcha projectos que visam tornar perenes algumas culturas anuais utilizando técnicas de engenharia genética. Daqui a duas ou três décadas poderemos colher cereais, oleaginosas ou leguminosas (culturas actualmente anuais) como quem colhe maçãs ou azeitonas. Ou seja, a mesma planta permanecerá no campo durante vários anos permitindo colheitas periódicas. O impacto desta tecnologia será enorme já que as plantas perenes são mais resistentes ao clima e às pestes e a sua manutenção requer menos água e energia.

Um mundo de abundância alimentar para todos é possível hoje e será possível no futuro. O cultivo de sementes melhoradas em sistemas agroecológicos, a diminuição do impacto ambiental da produção de proteínas (aquacultura optimizada e cultivo de carne), o desenvolvimento de tecnologias auxiliares (robótica, inteligência artificial, etc.) e a necessária consciencialização social e governamental dos reais impactos e desafios do nosso sistema agroalimentar permitirão proteger o planeta e fornecer alimentos seguros e nutritivos a toda a população humana. 

 

Respiramos melhor mas produzimos mais resíduos!

A redução do tráfego automóvel foi um dos fatores que contribui para a melhoria da qualidade do ar, tal como a diminuição da produção de eletricidade através de centrais térmicas (gás natural e carvão), não só devido à menor atividade económica, mas sobretudo por via do aumento do peso das energias renováveis (água e vento).

Link da notícia completa, Observador

 

Alguns mitos da Agricultura Biológica

Como continuação do post anterior, convém esclarecer alguns mitos acerca os produtos biológicos. Estes, estão muito na moda, com o mercado global só de produtos alimentares biológicos a exceder anualmente os 60 mil milhões de dólares. As opiniões dos entusiastas biológicos parecem ser partilhadas pela Comissão Europeia, cuja opinião oficial sobre a agricultura e os alimentos biológicos é, “Bom para a natureza, bom para si”. Mas não existem provas convincentes de qualquer destas afirmações.

Os dados provenientes de 240 estudos concluiu que os frutos e vegetais biológicos eram, em média, não mais nutritivos do que os seus homólogos convencionais mais baratos; nem eram menos prováveis de estarem contaminados por bactérias patogénicas como a E. coli ou a salmonela – uma conclusão que surpreendeu até os investigadores. “Quando começámos este projecto”, disse Dena Bravata, uma das investigadoras, “pensámos que seria provável encontrar algumas conclusões que apoiassem a superioridade dos alimentos biológicos sobre os alimentos convencionais”.

Muitas pessoas compram alimentos biológicos de modo a evitar a exposição a níveis prejudiciais de pesticidas. Mas essa razão não é sustentada. Embora os frutos e vegetais não biológicos tenham mais resíduos de pesticidas, em mais de 99% dos casos esses níveis não ultrapassaram os conservadores limiares de segurança definidos pelos reguladores.
Além disso, a grande maioria das substâncias pesticidas encontradas na produção ocorrem “naturalmente” na dieta das pessoas, provenientes de alimentos biológicos e convencionais. O bioquímico Bruce Ames e os seus colegas descobriram que “99,99% (da massa) dos pesticidas na dieta Americana são químicos que as plantas produzem para sua própria defesa. Apenas 52 pesticidas naturais foram testados em testes cancerígenos de dosagem elevada em animais, e cerca de metade (27) são carcinogéneos para os roedores; estes 27 demonstraram estar presentes em muitos alimentos comuns”.
A conclusão é que os químicos naturais têm tanta probabilidade de ser apontados como positivos para estudos cancerígenos em animais como as suas versões sintéticas, e “nas reduzidas doses da maior parte das exposições humanas, os riscos comparativos dos resíduos de pesticidas sintéticos são insignificantes”. Por outras palavras, os consumidores que compram os dispendiosos alimentos biológicos, de modo a evitar a exposição aos pesticidas, estão a focar a sua atenção apenas em 0,01% dos pesticidas que consomem.
Ironicamente, tanto na Europa como na América do Norte, a designação “biológico” é ela própria uma construção burocrática sintética – e que faz pouco sentido. Proíbe a utilização dos pesticidas químicos sintéticos, com algumas excepções pragmáticas. Por exemplo, a política da UE aponta que “regras de flexibilidade previstas” podem compensar “diferenças locais climáticas, culturais, ou estruturais”. Quando faltam alternativas adequadas, alguns (estritamente enumerados) químicos sintéticos são permitidos.
Do mesmo modo, nos EUA, existe uma lista extensa de excepções específicas às proibições. Mas os pesticidas mais “naturais” – bem como as excreções animais carregadas de agentes patogénicos, para uso como fertilizante – são permitidos.
Uma outra razão para comprar produtos biológicos é que serão supostamente melhores para o ambiente natural. Mas os baixos rendimentos da agricultura biológica em ambientes reais – normalmente 20-50% abaixo dos rendimentos da agricultura convencional – impõem várias pressões nos solos agrícolas e aumentam substancialmente o consumo de água. Por outro lado, as emissões de amónia, a lixiviação de nitratos e as emissões de óxido nitroso por unidade de produção eram mais elevadas nos sistemas biológicos do que na agricultura convencional, como eram também a utilização dos solos e o potencial para a eutrofização – a resposta adversa dos ecossistemas à adição de adubos e de desperdícios – e para a acidificação.
Uma anomalia na definição de “biológico” é que a designação não tem realmente a ver com a qualidade, composição, ou segurança dos alimentos. Em vez disso, compreende um conjunto de práticas e procedimentos aceitáveis que um agricultor tenciona utilizar. Por exemplo, os pesticidas químicos ou o pólen de plantas geneticamente modificadas flutuando de um campo adjacente até uma colheita biológica não afectam o estatuto da colheita. As regras da UE são claras em referir que os alimentos podem ser considerados como biológicos desde que “os ingredientes contendo [organismos geneticamente modificados] tenham entrado involuntariamente nos produtos” e representem menos de 0,9% do seu conteúdo.
Finalmente, muitos dos que são seduzidos pelo romance da agricultura biológica ignoram as suas consequências humanas. O agricultor Americano Blake Hurst lembra-nos do seguinte: “As ervas daninhas continuam a crescer, mesmo em policulturas com métodos agrícolas holísticos, e, sem pesticidas, a monda manual é o único modo de proteger uma colheita”. A tarefa exaustiva da monda manual recai frequentemente nas mulheres e nas crianças.
Claro que os produtos biológicos deverão estar disponíveis para as pessoas que achem que deverão tê-los e que poderão adquiri-los. Mas a verdade simples é que comprar alimentos não-biológicos é de longe economicamente mais eficaz, mais humano, e mais responsável do ponto de vista ambiental. É preciso ter em conta sempre as duas faces de uma mesma moeda...

 

 

O que é a Agricultura Biológica?

A Agricultura Biológica é um modo de produção que visa produzir alimentos e fibras têxteis de elevada qualidade, saudáveis, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola. Assim, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomenta a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.

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