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Selecção r e k

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Açores têm a primeira estação experimental de ecologia do país

A estação, localizada na ilha Terceira, pretende estudar como é que podem ser feitas alterações ambientais, "de forma a melhorar a biodiversidade das áreas agrícolas e eventualmente provocar a renaturalização de áreas que sejam necessárias renaturalizar", disse à Lusa Eduardo Dias, diretor do Gabinete de Ecologia Aplicada e Aplicada (GEVA) da Universidade dos Açores.

Os investigadores procuram ainda descobrir "como é que isso pode ser feito a baixo custo, de forma o mais ecologicamente suportável e utilizando métodos o mais rentáveis possível".

Para Eduardo Dias, esta matéria ganha especial importância em Portugal e noutros países da Europa, com a nova Política Agrícola Comum, porque é preciso "garantir a sustentabilidade dos ecossistemas e a manutenção da biodiversidade".

"Nesta mudança de paradigma em termos do uso do território, em que a agricultura começa a ser mais confinada a áreas com maiores produtividades e há uma tendência de abandono das terras com menos produtividade, faz todo o sentido estudar estes processos", salientou, acrescentando que nalguns casos será possível "devolver" à natureza áreas que tinham anteriormente funções importantes como a retenção da água ou o controlo ambiental.

"São locais nos habitats dos organismos, no meio dos terrenos ou nas florestas, onde de alguma maneira nós conseguimos controlar o que lá se passa em termos das variáveis do ambiente e depois induzimos alterações no meio, o que nos permite estudar a reação dos organismos a essas alterações", explicou o investigador.

 

Noticia completa, http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=788238&tm=8&layout=121&visual=49

A importância do Azoto para a vida

O azoto é essencial para a vida, mas apesar de constituir cerca de 78% da atmosfera, encontra-se numa forma que não pode ser utilizada pelos organismos vivos. À um século atrás, dois químicos alemães, Fritz Haber e Carl Bosch, descobriram como quebrar este azoto atmosférico (N2) e converteram-no em amoníaco (NH3), conseguindo assim criar um fertilizante rico em azoto e  que pode ser absorvido e utilizado pelos microrganismos e pelas plantas. Esse processo, tem sido tão bem sucedido que os adubos à base de amoníaco, permitem que os agricultores possam alimentar mais pessoas do que o nosso planeta de outra forma poderia suportar. Mas a produção de amoníaco também tem um custo ambiental elevado, uma vez que é responsável por 2% do consumo mundial de energia e, portanto, uma pegada enorme no ambiente e um consequente aumento do efeito estufa. No entanto, os químicos norte-americanos relatam que encontraram uma maneira de sintetizar amoníaco a partir do ar, água e luz solar. Se tal facto vier a comprovar-se possível, poderá oferecer um meio para fazer um bem essencial, sem um custo significativo para o clima. Link da notícia, http://news.sciencemag.org/chemistry/2014/08/new-recipe-produces-ammonia-air-water-and-sunlight

Milhares de animais em vias de extinção são vendidos online

Os dentes de leopardo-das-neves ou os tapetes de urso polar são exemplos de produtos feitos de animais em vias de extinção encontrados à venda na Internet. Mais de metade dos anúncios online são para a venda de animais vivos, incluindo chitas, babuínos e pássaros raros.
Milhares de espécies em vias de extinção são vendidas na Internet, vivas ou pelas suas partes do corpo, segundo um relatório da organização de conservação IFAW. A organização encontrou animais protegidos, como chitas, babuínos, sapos ou aves raras, à venda em páginas da Internet acessíveis por qualquer um.
 
Os dentes de leopardo-das-neves ou os tapetes de urso polar são exemplos de produtos feitos de animais em vias de extinção encontrados à venda na Internet
 

O relatório demonstra os resultados de uma investigação que em apenas seis semanas identificou mais de 33 mil animais selvagens, ou as suas partes e produtos derivados, como é o caso do marfim, de dentes de leopardo das neves ou de tapetes de urso polar, a serem vendidos na Internet,

"À medida que a caça furtiva chega a níveis alarmantes, o cibercrime relacionado com a vida selvagem constitui uma ameaça sinistra e silenciosa para as espécies em vias de extinção, incluindo elefantes, répteis e pássaros, permitindo que os criminosos façam os seus negócios sangrentos no anonimato", disse Azzedine Downes, presidente do IFAW (International Fund for Animal Welfare).

O relatório, lançado esta terça-feira pelo IFAW, é o resultado de seis semanas de investigação intensiva no início de 2014, que analisou sites em 16 países. Este mostrou que 54% dos anúncios relacionados com animais em vias de extinção eram de animais vivos - "possivelmente muitos dos quais vão ser enviados por correio àqueles que os comprem", disse hoje, em comunicado, Tania McCrea-Steele, representante do IFAW. O marfim também tem protagonismo, incluído em quase um terço dos anúncios.

"Quem queiram quer não, muito do comércio online e offline de animais em vias de extinção e das suas partes é completamente legal", acrescentou McCrea-Steele, "mas os nossos investigadores tiveram preocupações que um número significativo de anúncios tivesse sido colocado por criminosos". Como tal, cerca de 1192 dos anúncios foram entregues às autoridades para serem investigados.

Os pesticidas e o seu impacte ambiental

Assinalou-se no passado dia 5 de dezembro, o Dia Mundial do Solo e, em 2015, o Ano Internacional do Solo, declarado pela Assembleia-Geral da ONU, na sua 68ª sessão de 2 de dezembro de 2013.

O solo é um recurso de que dependemos pelas múltiplas funções que desempenha. Nesse sentido, é importante alertar todos os setores de atividade com interferência neste recurso, para a problemática da sua destruição e dificuldade de regeneração.

Em relação à agricultura, atividade fortemente relacionada com o solo que se apresenta como suporte físico e nutricional das plantas e gerador de serviços ambientais, são vários os impactes negativos que impõe sobre a estrutura e composição do solo, em particular na sua componente “viva”. A biodiversidade do solo é essencial para a preservação e sustentabilidade deste recurso e consequentemente um garante da atividade agrícola, que é a base da alimentação humana.

A agricultura dita intensiva de monocultura, com forte uso de fertilizantes e pesticidas e intensas mobilizações com maquinaria pesada, foi e é responsável pela degradação deste recurso que é escasso e há que preservar. As pragas e doenças assumem grande importância em sistemas com baixa diversidade cultural e ausência de rotações. Os agricultores enfrentam dificuldades de produtividade pela destruição das culturas e recorrem, muitas vezes, a tratamentos rotineiros sem prévia avaliação da sua indispensabilidade e risco. As “desinfeções do solo” antes da instalação da cultura são uma rotina que deverá ser monitorizada.

O uso de pesticidas em Portugal e na Europa

Na Europa, a temática para o uso sustentável dos pesticidas estruturou um conjunto de ferramentas jurídicas que de forma hierárquica se sucedem desde a publicação da Diretiva 2009/128/CE de 21 de Outubro, a publicação da Lei 26/2013 de 11 de abril que a transpôs para a ordem jurídica interna, e da aprovação do Plano de Ação Nacional para o Uso Sustentável dos Produtos Fitofarmacêuticos, publicado na Portaria 304/2013, de 16 de Outubro.

A par destes diplomas, também o Regulamento (CE) nº 1107/2009 do Parlamento Europeu e do Conselho de 21 de outubro de 2009, relativo à colocação dos produtos fitofarmacêuticos no mercado e o Regulamento (CE) nº 1185/2009 do Parlamento europeu e do Conselho de 25 de novembro 2009, relativo às estatísticas sobre pesticidas fazem parte testa estratégia para melhoria do uso dos pesticidas.

Neste enquadramento político e legislativo, está definido que a segurança do abastecimento alimentar e a sua compatibilidade com a sustentabilidade ambiental passa, entre outras formas, pela proteção integrada, das culturas usadas em sistemas de produção sustentável, como a agricultura biológica. Há que assegurar todos os seus princípios e componentes, a avaliação prévia dos riscos e a utilização de meios de combate alternativos aos pesticidas, eliminando os que têm efeitos nefastos no ambiente e saúde humana.

Apesar destes esforços, estamos longe de atingir, em Portugal, um cenário favorável. Os responsáveis são, em grande parte, os produtos fitofarmacêuticos disponíveis no mercado e de muito fácil acesso. Por outro lado, existe pouca informação disponível e compreensível, o que também atrasa a influência do efeito dos diplomas atrás referidos na atuação dos agricultores, acrescendo ainda a débil ação dos serviços do Ministério da Agricultura no que respeita a sensibilização e fiscalização. Podemos, sem dúvida, fazer muito mais.

No que respeita ao solo, apesar das medidas de política europeia incentivarem a rotação cultural, a cobertura vegetal, sistemas de mobilização mínima e a não mobilização, nas grandes áreas de culturas hortícolas e hortos industriais o cenário é outro. Os chefes de exploração continuam a optar por realizar as intervenções calendarizadas e rotineiras sem avaliação e ponderação prévia. A alteração deste panorama passará pela retirada do mercado de produtos fitofarmacêuticos ou a redução da sua utilização, apostando numa forte monitorização ao nível da comercialização e uso, bem como no incentivo ao uso de técnicas alternativas com a necessária formação, demonstração e contínuo desenvolvimento experimental.

 

Link, http://naturlink.sapo.pt/Noticias/Noticias/content/No-Dia-Mundial-do-Solo-Quercus-alerta-para-os-impactes-dos-pesticidas?bl=1

 

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